Oito Aspectos Sobre Salvação

João Cruzué 


Oséias foi o profeta do Antigo Testamento que registrou esta triste constatação de Deus: O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento. Ao rejeitar o conhecimento [da vontade de JEOVÁ], Israel também foi rejeitado por Deus. 

Ao se esquecer da LEI do SENHOR, o SENHOR DEUS também se esqueceu do Seu povo (Oseias 4:6). Como solução, o profeta deu este conselho: Vinde e tornemos para o SENHOR, porque ele castigou, mas sarará a ferida. Depois de um tempo nos dará a vida e ao terceiro dia ressuscitará e viveremos diante dele (Oseias 6:1-2).

Depois desta curta introdução, a proposta desta meditação é a seguinte: em tempos de tanta disponibilidade e facilidade em adquirir o conhecimento, nunca tantos crentes conheceram tão pouco a vontade do SENHOR. Isto, hoje, seria um paradoxo.

O conhecimento de Deus não é teórico nem litúrgico. Trata-se de um conhecimento relacional, existencial, vivido. 

Conhecer o Senhor implica andar com Ele, submeter-se à sua vontade, aceitar o peso ético da aliança. O drama do texto é que Israel sabe dizer as palavras certas, mas não sustenta a prática correspondente. O versículo revela uma teologia correta na boca de um coração instável. Há discurso de maturidade, mas ausência de permanência.

O apóstolo Pedro também se preocupou com este assunto: Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo... (II Pedro 3:18). Mas foi Paulo quem escreveu, na Carta aos Efésios, esta palavra magnífica: Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação (Efésios 1:16-17).

O que precisamos conhecer a respeito do SENHOR Jesus Cristo? Esta é a pergunta-chave!

Palavras de disciplina, quem ouvirá?


Wilma Rejane

Este é um breve artigo, com alguns links úteis, que pensei em publicar para deixar registrado em modo resumido e também como alerta aos que crêem.

No ano de 2022, escrevi nos comentários de uma postagem, que Deus havia me dado uma Palavra sobre o Brasil. De que forma recebi a Palavra? 

Eu estava em dias de jejum e oração pela nação. Quando encerrei o jejum, ouvi: "Leia os livros do profeta Jeremias e do profeta Ezequiel. Você encontrará as respostas que procura para a nação."

A dúvida da ciência e a certeza da fé

 


Wilma Rejane 


A fé tem uma inimiga declarada: a dúvida que em grego se traduz como “diakrino” (strong 1252) indicando "separar dois elementos, componentes ou valores", também sugere "hesitação entre esperança e medo".  Apostolo Tiago compara um coração duvidoso às ondas do mar, levadas de uma direção a outra pela força do vento Tiago 1:6. 

Na filosofia, dúvida é principio de sabedoria porque através dela são estabelecidos métodos de introdução  às respostas concretas. Descartes é o criador da  “duvida metódica” que sugere duvidarmos  de tudo para enfim chegarmos  a certeza das coisas: “penso, logo existo” é  a máxima do pensamento cartesiano  que coloca a razão no centro do viver. "Eu duvido, logo penso, logo existo".

O pensar em Descartes é concreto, pois remete à existência física.  Em Descartes temos, assim, um vislumbre do conflito que perdura por séculos por selecionar binariamente fatores sobre "pensar a existência a partir da própria existência, concreta, visível, palpável", mas o fundamento da fé é invisível, por isso deixará de ser concreto, pensado, racionalizado?  Fé se fundamenta no invisível: “ora a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” Hebreus 11:1. 

Enquanto a ciência necessita da dúvida para chegar ao concreto, a fé tem como principio a certeza em coisas não concretas, invisíveis, ainda não realizadas no plano físico. Ninguém precisa de fé para acreditar que os sinais de trânsito existem, eles são visíveis, estão dispostos nos cruzamentos e diariamente olhamos para eles. Entretanto, necessitamos de fé para confiarmos que Deus está nos ouvindo hoje, no sussurro de nossas palavras, pensamentos e que está cuidando de nós mesmo quando nos sentimos sozinhos.
 
Deus invisível é tão verdadeiro para os que têm fé que passa a ser concreto e se Ele é concreto é existência real, necessária. “De fé em fé se descobre a justiça de Deus, porque está escrito: o justo viverá pela fé” Rm 1:17. A fé se firma no túmulo vazio de Jesus, na cruz que outrora O sustentou, mas que agora se ergue sem Ele, que ressuscitou! Na fé, é Ele quem nos sustenta. A fé se fundamenta em promessas que parecem distantes, tão antigas que estavam presentes na fundação do mundo, tão modernas que estarão presentes também no final apocalíptico com a ciência multiplicada. É do túmulo vazio que ecoa a promessa eterna: " Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Derradeiro, o Princípio e o Fim" Apocalipse 22:13.

Nos tempos difíceis


Tony Cooke

No Antigo Testamento, os inimigos do povo de Deus cometeram um sério erro de cálculo. Depois de terem perdido a batalha contra os Israelitas, os conselheiros do Rei da Síria disseram: "Seus deuses são deuses dos montes. Por isso, eles foram mais fortes do que nós, mas se lutarmos com eles na planície, com certeza seremos mais fortes do que eles" I Reis 20:23

Quando estavam prontos para atacar o povo de Deus, usando sua nova estratégia, Deus veio com uma surpresa para eles: "Então um homem de Deus veio e falou ao rei de Israel: "Assim diz o Senhor: Porquanto os sírios disseram: 'O senhor é Deus dos montes, mas ele não é Deus dos vales,vou entregar toda essa multidão em sua mão, e sabereis que eu sou o Senhor'" I Reis 20:28

Os sírios tinham a idéia de que Deus era "territorial", restrito em Sua habilidade de defender seu povo. Eles pensaram que Deus era apenas um Deus dos montes, mas Deus quer que saibamos que Ele é Deus dos montes, das planícies e vales! Como isso se aplica às nossas vidas?


A economia na multiplicação de pães e peixes

Wilma Rejane

Elaborei outros estudos sobre a primeira multiplicação de pães e peixes, porém, desta vez, abordarei detalhes não explorados anteriormente. Pretendo aqui examinar o milagre sob o ângulo : “o que Jesus nos ensina sobre economia?” 

Para alguns é um contraste falar em fé, milagres e economia. Há quem considere mercados e capitais coisas terrenas e materiais. Ora, gerenciar bem os recursos terrenos é uma questão de mordomia, termo absolutamente Bíblico.

Mordomia:  Manejo responsável dos recursos do reino de Deus que foram confiados a uma pessoa ou a um grupo.

Existem muitas passagens Bíblicas sobre mordomia, para simplificar o estudo, escolhi apenas uma:

“ E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. “Lucas 14:27-30

O discípulo  na passagem acima é alguém que planeja, alicerça, edifica e realiza sem desperdícios. É alguém que arca com as consequências das renúncias feitas com base na fé em Cristo.  As ações revelam mordomia, pois, não são aleatórias e irresponsáveis.

A Identidade no Fogo da Provação: O Exemplo de Jó



Melissa Troutman

​As Escrituras nos apresentam o retrato de um homem que conheceu a dor profunda e a privação: Jó. O livro que leva seu nome começa descrevendo não a sua riqueza, mas o seu caráter:

​"Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e este homem era íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal." — Jó 1:1

​Embora fosse extraordinariamente rico, a narrativa prioriza quem Jó era por dentro. Ele era completo em sua moralidade, reto e temente a Deus. Logo em seguida, conhecemos sua família numerosa — sete filhos e três filhas, símbolo de plenitude e bênção naquela cultura — e, por fim, seus imensos bens materiais, que o tornavam o maior homem do Oriente (Jó 1:2-3). Jó tinha tanto caráter quanto prosperidade. Ele tinha tudo.

​Até que, com a permissão divina, Satanás o testa. Em um único dia, Jó perde seus filhos, seus servos e todos os seus bens, reduzidos a cinzas. Pouco depois, perde também a saúde.

​O que chama a atenção é como Deus o descreve após essas perdas devastadoras:

​"Então o Senhor disse a Satanás: 'Observaste o meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Ele se mantém firme na sua integridade...'" — Jó 2:3

​Deus usa exatamente as mesmas palavras do início da história (Jó 1:8). Isso nos mostra que o caráter de Jó permaneceu inabalável. Fosse desfrutando da abundância ou assentado sobre as cinzas da escassez, ele continuava sendo o servo fiel de Deus.

​Se alguém tinha motivos para sofrer uma crise de identidade, era Jó. Ele deixou de ser empresário, pai, líder e homem saudável. Seus amigos mal o reconheceram tamanha era a sua desfiguração. Jó chorou, lamentou e fez perguntas profundas nascidas de uma dor agonizante. Contudo, mesmo na escuridão, ele adorou e se apegou ao seu Redentor. O que permitiu a Jó erguer mãos vazias em adoração foi o fato de sua identidade estar firmada unicamente em Deus.

O encontro

 

Wallace Sousa 

 E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. Jeremias 31:34

Esse versículo, preciso confessar, me custou um certo tempo refletindo o que se poderia extrair dele para um devocional pessoal. Alguns versículos não são trabalhosos e a lição está bem evidente, à flor d’água, digamos assim.

Não é o caso desse, pelo menos para mim: tive que cavar um pouco para descobrir algo relevante. Mas, se para você foi fácil, meus parabéns porque seu nível de leitura e entendimento bíblico está bem aguçado. Dito isso, vamos para as preciosas lições de hoje.

Conhecer, biblicamente falando, possui vários significados, como já disse em outro devocional e, geralmente está relacionado a uma situação de intimidade e mútuo conhecimento. E eu posso vislumbrar algo aqui que não está tão evidente, na superfície, mas patente após uma análise mais detida. 

As adversidades da vida


Philip Ryken

Confiar na bondade soberana de Deus nos ajuda a saber como responder a todas as alegrias e provações da vida. Quer estejamos tendo um dia bom ou um dia ruim, sempre há um meio de glorificar a Deus. Assim o pregador diz: “No dia da prosperidade, goza do bem; mas, no dia da adversidade, considera em que Deus fez tanto este como aquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.” (Ec 7:14).

Alguns dias são cheios de prosperidade: o sol está brilhando, os pássaros cantando, há comida na mesa e dinheiro no banco. Se há trabalho a fazer, é o tipo de trabalho que você gosta de fazer. Se está tirando o dia de folga, você pode gastá-lo da maneira que deseja, com as pessoas que você ama. Todo dia assim é um presente de Deus que nos chama para nos alegrarmos.

Mas nem todo dia é assim. Alguns dias o sol não está brilhando, os pássaros não estão cantando e nada parece estar certo com o mundo. Pode haver comida na mesa, mas não há dinheiro no banco. O trabalho é uma chatice, as férias são entediantes, e você pode sentir que não tem um amigo no mundo. No entanto, este dia também é um dia que vem da mão de Deus, um dia que está sob Seu controle soberano. O Pregador não tem o ânimo de nos dizer para sermos alegres em um dia tão difícil, mas ele nos chama a uma sábia consideração dos caminhos de Deus. Quando a adversidade chegar, reconheça que também este é o dia que o Senhor fez: “temos recebido o bem de Deus”, perguntou Jó no dia de sua adversidade, “e não receberíamos também o mal?” (Jó 2:10). Devemos reconhecer que os dias bons e maus vêm das mãos de Deus.

O Pregador diz ainda que é impossível para nós sabermos o que acontecerá no futuro. Considerando o que ele disse no início do versículo 14, podemos supor que os justos são os que prosperam, enquanto os maus sempre sofrem adversidades. No entanto, às vezes ocorre exatamente o oposto: os justos sofrem adversidades, enquanto os ímpios prosperam. Assim, é impossível para nós prevermos o que acontecerá nos próximos dias. Como o pregador diz, “para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.” (Ec 7:14). Não temos como saber se os próximos dias nos trarão mais prosperidade ou mais adversidade.

Carta de Débora, às mulheres desta geração


 Nohemy Vanelli  

Amada irmã, muitas vezes Deus nos chama para posições de liderança e nos coloca à frente de batalhas que não esperávamos lutar. Eu fui juíza e profetiza em Israel, aconselhei meu povo e até liderei uma guerra, mas nunca deixei de ser feminina.

Nunca precisei abrir mão da minha essência para ser forte. A minha força vinha do Senhor e a minha confiança estava firmada Nele. Sim, Barak hesitou, mas não foi por isso que Deus me escolheu.

Ele me chamou porque eu estava disponível, porque Ele encontrou em mim um coração que confiava Nele. Às vezes, nós somos levadas para ocupar espaços que outros temem assumir. Não porque somos melhores, mas porque Deus sabe que Ele pode nos usar.

Talvez você tenha sido chamada para liderar, para tomar decisões, para encorajar e até lutar batalhas que não deveriam ser suas. Talvez, em alguns momentos, tenha sentido o peso da responsabilidade, o desafio de ser forte sem perder a sua feminilidade. Mas lembre-se, ser forte não significa deixar de ser mulher.