
Wallace Sousa
“E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:33-34)
Chega um momento na vida em que precisamos encarar as consequências de nossas escolhas e reconhecer até onde nos conduziu o caminho que percorremos. A grande questão é: estaremos preparados quando esse momento chegar?
Ao olharmos para a vida de Jesus, encontramos a verdade de que Sua fidelidade levou-O a cumprir a missão para a qual veio ao mundo.
A cruz não foi um acidente que surpreendeu Jesus. Ele sabia o que O aguardava e, voluntariamente, caminhou em direção à consumação de sua obra redentora.
O Evangelho de Lucas registra que Ele foi levado ao lugar chamado Caveira, conhecido também como Gólgota, palavra de origem aramaica cujo significado é “lugar da caveira”.
A designação grega aparece como Kranion, enquanto o termo latino Calvaria deu origem à palavra Calvário, utilizada tradicionalmente pelos cristãos.
O Gólgota ficava nas proximidades de Jerusalém, fora dos limites da cidade daquela época.
Os Evangelhos descrevem o lugar como próximo da cidade e de um túmulo, e mencionam que Jesus foi crucificado ali entre dois malfeitores (João 19:17-20,41; Lucas 23:32-33).
Mais importante do que determinar cada detalhe geográfico, porém, é compreender o significado espiritual daquele lugar.
No Gólgota, o aparente fracasso tornou-se o cenário da vitória de Deus sobre o pecado.
Aquele que havia curado enfermos, acolhido pecadores e anunciado o Reino de Deus foi rejeitado e condenado. Entretanto, a cruz não encerrou sua missão: constituiu o centro da obra de redenção que culminaria na ressurreição.
Jesus não chegou ao Calvário por ter perdido o rumo. Chegou porque permaneceu fiel à vontade do Pai.
Em João 19:30, suas palavras finais antes de entregar o espírito foram: “Está consumado”. A missão que recebera havia sido cumprida.
E é por causa da obra de Cristo que temos a esperança da reconciliação com Deus e da vida eterna. Como declara João 3:16, o amor de Deus se manifestou ao entregar seu Filho para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.
O destino importa, mas a caminhada também.







