Uma metáfora sobre a Vida e as cataratas do Niagora
Carta de Maria Madalena para mulheres desta geração
Nohemy Vanelli
Mulher,
Já te chamaram por muitos nomes. Talvez você mesma, em algum momento, tenha se perdido entre rótulos que não te pertencem… Talvez manchada, desqualificada e esquecida. Eu também fui chamada assim.
Mas um dia, Ele me viu. Com olhos que atravessam aparências, medos e histórias distorcidas. Jesus olhou para mim — não como o mundo me via, mas como o céu sonhou. Fui curada. Liberta de dores que nem eu sabia nomear.
Minha alma, antes fragmentada, encontrou repouso no olhar d’Aquele que nunca desiste de restaurar. Segui Seus passos, servi com o que tinha, chorei aos Seus pés até mesmo no luto.
O poder e a presença do Espírito Santo em tempos de crises
Alguma vez em sua vida cristã, você se sentiu ansiosa(o) diante de crises? Por anos considerei que um cristão verdadeiro jamais ficaria ansioso, até me encontrar exausta e ansiosa com a lida de 22 (vinte e duas) salas de aula do ensino fundamental, médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos) . O trabalho intenso e a responsabilidade com outras questões externas ao trabalho, sugavam literalmente minhas forças e saúde mental à ponto de ser diagnosticada com esgotamento após uma semana internada em UTI.
Após a alta hospitalar, o retorno às escolas me causou pânico, ansiedade. Salas de aula com 35 (trinta e cinco) alunos, alguns com especificidades que denotavam atenção especial, parecia demais para mim após 32 (trinta e dois anos) anos de trabalho e também muitas alegrias na profissão. A escola deixou de fazer sentido para mim que almejava descanso físico e mental. Graças ao bom Deus, ao amigo Jesus Cristo e a ação do Espírito Santo, consegui me aposentar em processos tranquilos e abençoados. Deus me ajudou a sair das crises.
Percebi que é possível um cristão, em comunhão com Deus, adoecer de ansiedade. Percebi que nesses momentos a presença do Espírito Santo dá força e conforto, encontra soluções para que venha a calmaria, às águas tranquilas descritas no Salmo 23; "Ele me faz descansar em verdes pastos e me leva a águas tranquilas, renova minhas forças e me guia por caminhos certos ", versículos 1 à 3. O Salmo descreve uma mudança de ambiente, um transportar da crise para o descanso.
E no decorrer das leituras da Bíblia, em meio a ansiedade, recebia aconchego de Deus. Fui percebendo que alguns homens e mulheres de Deus, também enfrentaram crises relacionadas ao cansaço extremo e ansiedade. Davi em um dos Salmos diz: " Até quando terei ansiedade e preocupações, tristeza no meu coração todo dia? (Salmos 13, versículo 2).
No Salmo 94:19, mais uma vez Davi em oração confessa: "Quando a ansiedade já me dominava, o Teu consolo trouxe alivio à minha alma".
Isso acontece por que?
É possível um psicopata se arrepender, se tornar cristão?
Wilma Rejane
Esse tema tem sido abordado em vários artigos do blog e sempre é motivo de comentários e controvérsias. A principal questão colocada por aqueles que são afetados direta e indiretamente por psicopatas é: “eles podem se converter a Cristo? Existe de fato, provas científicas, dados, pesquisas, testemunhos de psicopatas transformados de forma definitiva, sem reincidência?"
A medicina afirma não haver cura para esse transtorno de personalidade, o que pode acontecer é o tratamento à base de medicamentos e terapias, e segundo a especialista Dra. Ana Beatriz Barbosa, o percentual de melhora clinica é desanimador. Em seu livro “Mentes Perigosas”, Dra. Beatriz enfatiza:“É mais sensato falarmos em ajuda e tratamento para vítimas dos psicopatas do que para eles mesmos” (BARBOSA, Pág. 166, 2008)
E a Bíblia, lança alguma luz sobre o tema?
O termo “psicopata” não é citado na Bíblia. O que existe é um esforço por compreender determinados comportamentos transgressores na Bíblia como sendo ou não derivados de transtornos psicopáticos. Por exemplo, o caso de Amnon, filho de Davi que violentou sexualmente sua irmã Tamar. Uma atitude que denota frieza, ausência de laços afetivos familiares, ausência de arrependimento ou consciência do pecado. Absalão, outro filho de Davi que motivado por cobiça, ganância, poder, tentou usurpar o trono do pai. Tem ainda Herodes, Judas (o que traiu Jesus), Saul, Acabe, Jezabel e...Vamos ficando por aqui. Não há qualquer relato de que essas pessoas tenham se arrependido dos crimes que cometeram e tenham mudado seus comportamentos.
Não sou especialista médica. Tenho pós graduação em Teologia e Filosofia . Estas áreas não me capacitam para domínio do tema , porém, me permitem fazer abordagens dialéticas com pesquisa de campo ou mesmo bibliográfica. Não estou proibida disto, nem adentro no tema como na ilegalidade. Agora, não sendo médica, claro que deixarei a desejar.
Feitos os devidos introdutórios, sigamos para a questão proposta: " psicopatas podem se converter ao Evangelho? Podem ser transformados? Se tornarem cristãos?
Existe no mundo um número surpreendente de pessoas que se emocionam com o Evangelho. Estas pessoas choram,sorriem, se alegram com a Palavra de Deus, mas não se convertem de fato. É tudo momentâneo, passageiro, sem raiz, nem ramo, nem frutos.
Há também um número considerável de pessoas que compreendem a Palavra de Deus, citam versos, debatem, ouvem, gostam ou não gostam, mas nada de novo acontece. É tudo mental, intelectual, sem transformação alguma.
Essas pessoas são descritas por Jesus na Parábola do Semeador:
"Escutai vós, pois, a parábola do semeador. Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho. O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria; Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende; E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta." Mateus 13:18-23
O que não entende de modo algum a Palavra, não foi comovido em nenhum aspecto vital: nem mental, nem espiritual.
O que fica alegre, feliz, com a Palavra e depois a abandona é o emocional, superficial.
As vizinhas de Noemi
Wilma Rejane
Alguma vez ao ler o livro de Rute você refletiu sobre a importância das vizinhas de Noemi? Em como elas pronunciaram bênçãos sobre o lar de Noemi, orações de fé e sabedoria que se cumpriram fielmente? O livro de Rute, revela uma esperança redentora através de uma criança, um filho, semente do reinado de Davi, apontando para a redenção presente em Jesus Cristo. Porém, chamo sua atenção para à vizinhança, um coro de mulheres que aparece no início e no final do livro.
Noemi e Rute chegam à pequena Belém na Judéia, mesmo local do nascimento de Jesus Cristo. Noemi retorna após mais de dez anos de ausência. Havia partido com esposo e dois filhos em busca de uma vida melhor em Moabe. Ela é recebida de volta em Belém por suas vizinhas que presenciam sua chegada com a exclamação: " É esta mesmo a Noemi?!" (Livro de Rute capítulo 1, versos 19 à 21).
Noemi, acompanhada de sua nora Rute, estava abatida, amargurada. Ela responde às suas vizinhas com uma declaração de angústia: " Não me chamem de Noemi, mas de Mara, porquê o Poderoso me encheu de amargura. Cheia parti, porém, Ele me fez retornar vazia".
As vizinhas percebem a ausência do esposo, dos filhos, dos bens. Percebem o semblante, a aparência, a falta de sorrisos e entusiasmo. Noemi levava consigo uma estrangeira, moabita, uma étnia proibida por lei de frequentar à congregação de Israel. A lei proibia não apenas a presença nos cultos religiosos de Israel, mas também o casamento entre moabitas e Israelitas. ( Deuteronômio 23 ; 3 e Neemias 13:1 - 3).
Algumas outras perguntas poderiam ecoar naquela comunidade de mulheres que receberam Noemi e Rute. Contudo, a pergunta "É esta mesmo a Noemi?", resume de forma inequívoca o estado de lamento, perdas, luto e amargura em que estava. É incrível, portanto, o desenrolar da história, a forma suave e até romântica em que acontece a reversão do estado de Noemi e Rute, mostrando o amor e o cuidado de Deus para com elas que depositaram sua fé no Deus Redentor.
Observa-se que as vizinhas não expurgam Rute por ser moabita. Não abandonam a Noemi que naquele momento nada tinha a lhes oferecer. As vizinhas, no final do livro estão como espectadoras e partícipes da restituição dada por Deus a Noemi, elas até nomeiam de forma sábia o neto, o rebento, o "fio condutor" da promessa cumprida para que Noemi tenha um sucessor que lhe amparou e serviu na velhice. Vejamos o entusiasmo das vizinhas com o nascimento do neto e e oração delas:
Carta de Raabe Às Mulheres Desta Geração
Nohemy Vanelli
Eu cresci à sombra de rótulos. A cidade inteira conhecia meu nome, mas não pela dignidade — e sim pelo desprezo. Eu era vista como improvável, imprópria, impossível de ser escolhida para algo bom.
Mas, em meio a uma cidade destinada à destruição, eu fiz uma escolha: Decidi crer no Deus que transforma destinos. Arrisquei tudo ao esconder os espias, firme na esperança de que, mesmo alguém como eu, poderia ser alcançada pela misericórdia. E fui.
A corda vermelha que amarrei à janela era o sinal de que a salvação havia me encontrado. E aquela mesma mulher desprezada se tornou parte da linhagem do próprio Messias.
O Renascer da Páscoa
Wilma Rejane
Foi incrível estudar sobre a Páscoa e descobrir a beleza do simbolismo da data. Deus planeja todas as coisas com perfeição e beleza. Do principio ao fim da história da humanidade ( Gêneses a Apocalipse), Deus se revela como Aquele que ama e liberta para uma nova vida.
Nissan é o mês da Primavera!
Feliz Páscoa!
Wilma Rejane
Páscoa, portanto, é uma passagem que ocorre por via miraculosa, um caminho que somente Deus pode prover, como o mar vermelho se abrindo para que os israelitas, enfim, conseguissem se distanciar de modo implacável dos perseguidores egípcios. Através da ressurreição de Cristo, se torna possível a morte do velho homem e o renascimento do novo. A Páscoa em Cristo abre um novo caminho para que se ande sobre ele, distanciando-se dos pecados de outrora.








